Nesta quarta – 12/011, ocorreu mais uma mobilização dos trabalhadores e sindicatos contra o fechamento da Usina Jatiboca.
Enquanto trabalhadores protestam e autoridades cobravam explicações, o silêncio dos donos da usina ecoa mais alto que qualquer resposta.
A solução da Usina Jatiboca, símbolo econômico e histórico da Zona da Mata mineira, resumiu-se em três palavras: nada, nada, nada.
Foi isso o que restou para centenas de trabalhadores, famílias e toda a região após o anúncio do encerramento das atividades da empresa. Nenhum posicionamento claro, nenhuma coletiva de imprensa, nenhuma satisfação à sociedade. O silêncio virou a única resposta.
Sindicalistas estiveram na porta da usina tentando negociar direitos trabalhistas e cobrar explicações. Políticos também se manifestaram, pedindo diálogo e transparência sobre a situação da empresa — mas, novamente, nada.
Familiares de antigos proprietários chegaram a se pronunciar nas redes sociais, lamentando o desfecho da história e criticando a falta de comunicação por parte da direção atual. "A Jatiboca sempre foi um orgulho da nossa região, mas agora o que vemos é um silêncio que machuca", disse um deles.
Trabalhadores realizaram manifestações, levantaram cartazes e pediram respeito. Muitos, após décadas de serviço, afirmam que sequer receberam informações concretas sobre seus direitos ou sobre os próximos passos da empresa.
Enquanto isso, os portões da Jatiboca continuam fechados — e, atrás deles, o eco de um nome que marcou gerações.
O fim de uma usina. O fim de empregos. O fim de uma história. E das explicações, apenas o mesmo refrão repetido pela população:
"Nada, nada, nada."
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