Carlin concorrerá ao Senado buscando espaço entre o eleitorado de centro. A estratégia parte da avaliação do Avante de que há pouco espaço para o ex-prefeito disputar diretamente o voto mais identificado com a esquerda.
A leitura da sigla é de que esse segmento do eleitorado tende a se concentrar nas candidaturas da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e da ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol).
A tática contrasta com o histórico de militância do ex-prefeito. Antes de se filiar ao Avante, legenda de centro, Carlin passou pelo PSB, entre 2023 e 2025, e acumulou 32 anos de filiação ao PCdoB. Ele também esteve no PDT.
Segundo correligionários, se perder a corrida ao Senado, Carlin poderá ocupar um cargo no governo de Minas Gerais em caso de vitória, na disputa pelo Executivo, de outra legenda ao centro. O Avante está na coligação de Mateus Simões (PSD).
Nos próximos dias, a direção do partido do ex-prefeito pretende contratar uma agência para auxiliar na estratégia de comunicação e na gestão das redes sociais do ex-prefeito.
O que diz Carlin Moura
Carlin Moura refutou a avaliação de correligionários sobre a candidatura. Segundo ele, não se trata de um projeto voltado a 2028.
“Fui apresentado pelo Avante com a clara compreensão de fortalecer o projeto rumo à reeleição do governador Mateus Simões ao Governo de Minas Gerais”, disse.
O ex-prefeito acrescentou que colocou sua trajetória política à disposição dos eleitores mineiros e afirmou que sua candidatura “reflete a grandeza” do Avante e o compromisso da legenda com Minas Gerais.
Fonte: O Fator
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